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O crescimento editora da Nova Zelândia

A estratégia que combinou conteúdos gratuitos e pagos para conquistar novos públicos

A Stuff, principal editora de notícias da Nova Zelândia, descobriu uma fórmula poderosa para o crescimento: dividir o negócio em dois braços distintos e lançar assinaturas digitais. A estratégia trouxe resultados impressionantes, tanto em audiência quanto em receita, em apenas 18 meses. Quer saber como foi o crescimento da editora da Nova Zelândia e como essa mudança funcionou? Vem com a gente!

Divisão para conquistar

Em abril do ano passado, a Stuff Ltd criou duas divisões:

  1. Masthead Publishing – focada em jornais tradicionais com conteúdos pagos e assinaturas digitais.
  2. Stuff Digital – voltada para o site principal Stuff, que continua gratuito, com foco em alcance massivo.

A ideia foi simples: enquanto o Stuff segue sendo o portal de notícias mais acessado do país, atingindo 2,2 milhões de pessoas, os jornais apostam em conteúdos aprofundados e em um público mais engajado – mas disposto a pagar.

Como funcionam as assinaturas digitais?

A primeira etapa foi lançar pacotes de assinaturas digitais para títulos tradicionais como The Post, The Press e Waikato Times. Pouco tempo depois, mais seis jornais regionais e uma revista nacional se juntaram à oferta. O pacote completo custa NZ$ 149 ao ano (cerca de R$ 460) e dá acesso a todas as publicações digitais da Stuff.

Segundo Elise Johnson, chefe de desenvolvimento de conteúdo da Stuff, as assinaturas foram lançadas com uma estratégia bem pensada: destaque nas edições impressas, cartas dos editores e modernização dos jornais. O Dominion Post, por exemplo, virou The Post com um novo slogan provocativo: “Sob o domínio de ninguém”.

Assinaturas x Pageviews: a grande virada

Uma das maiores mudanças na redação da Stuff foi trocar o foco de pageviews para aquisição de assinantes. A fórmula é clara: as notícias de última hora ainda são importantes para atrair visitantes, mas análises exclusivas, opiniões e reportagens aprofundadas são o que realmente convertem leitores em assinantes.

Johnson descreve a mudança como “empoderadora” para os jornalistas, que agora conseguem ver o impacto direto do conteúdo de qualidade.

“O ato de pagar por um conteúdo premium é um endosso poderoso do que fazemos”, destaca Elise.

E o resultado? O ritmo de crescimento das assinaturas digitais tem sido “extraordinário”, com o público fiel dos jornais impressos migrando para o digital.

O desafio de um mercado menor

Com apenas 5,5 milhões de habitantes, a Nova Zelândia é um mercado muito diferente. Elise explica que a dispersão geográfica e o alto custo de entrega de jornais impressos fazem da transição para o digital uma necessidade urgente. Para tornar essa mudança mais fácil, os assinantes do impresso ganharam acesso automático ao conteúdo digital.

Além disso, histórias locais têm um apelo nacional por lá, e pequenos jornais regionais foram incorporados ao pacote de assinaturas. Isso ajuda a manter os veículos locais relevantes e sustentáveis.

Lições que valem para qualquer editora

O sucesso da Stuff mostra que uma estratégia híbrida entre conteúdo gratuito e pago pode ser a chave para o crescimento no mercado digital.

Pontos principais da estratégia:

  • Ofereça algo único e de valor para quem paga.
  • Modernize sua marca e comunique as mudanças com transparência.
  • Use dados para entender o que realmente converte visitantes em assinantes.

Como destaca Belinda Lush, diretora de receita do leitor:

“O crescimento da nossa base de assinantes digitais é um investimento crítico no futuro do jornalismo independente na Nova Zelândia.”

A história da Stuff é uma lição importante para empresas de mídia aqui no Brasil: inovação e estratégia caminham juntas para manter o jornalismo vivo na era digital. Que tal se inspirar nessa ideia e reinventar a forma como o seu público consome notícias? Clique no botão e saiba como a Hubchannel pode te ajudar.